quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Mercúrio

O mercúrio é um agente teratogênico, que é transferido da placenta da mãe para o feto, causando sérios danos ao feto em desenvolvimento, principalmente em nível neurológico. O mercúrio inorgânico tem menor capacidade de atravessar a parede placentária, mas também é encontrado no líquido amniótico e leite materno, causando defeitos no desenvolvimento cerebral, paralisia cerebral severa e microcefalia e poderia influenciar o status hormonal (o eixo hipofisehipotalamo), causando um ciclo menstrual irregular, menos ovulações, além dos efeitos teratogênico acima mencionados.
Os testes genotóxicos detectam mutações, tanto a nível cromossômico quanto a nível gênico. Tais mutações são responsáveis pelo surgimento de cânceres e doenças hereditárias.

Referência:CARDOSO, Plínio Cerqueira dos Santos; LIMA, Patrícia Lima de; BAHIA, Marcelo de Oliveira; AMORIM, Marúcia Irena Medeiros de; BURBANO, Rommel Rodríguez; FARIAS, Rômulo Augusto Feio. Toxicidade do Mercúrio.

Chumbo

É aceito a idéia de que o chumbo causa efeitos adversos sobre o sistema reprodutor feminino e masculino. No início do século XX foi relatado que mulheres que trabalhavam com chumbo estavam mais suscetíveis a abortos e partos de natimortos. O chumbo atravessa a barreira placentária e pode causar danos fetais. Uma vez que ele consegue ser transportado para o cordão umbilical e para o leite materno, mostrando que há transferência do metal para o feto ou recém-nascido, respectivamente.
O chumbo entra no organismo das mulheres grávidas pela inalação ou ingestão e pode se depositar nos ossos, de onde passa para o sangue e atravessa a barreira placentária atingindo o feto. Os bebês podem ter sua carga corpórea aumentada pela amamentação.
O sistema nervoso dos bebês é particularmente sensível aos efeitos tóxicos do chumbo. Está comprovado que o chumbo causa prejuízos irreparáveis ao desenvolvimento do feto e do bebê. Causam malformações estruturais no feto, baixo peso ou disfunções metabólicas e biológicas. São utilizadas análises sanguíneas para garantir que o feto está protegido de qualquer dano, especialmente nas semanas que antecedem a confirmação da gravidez e durante o aleitamento.
Existem fortes evidências de que o chumbo é inviável não apenas para o feto, como também para o desenvolvimento normal deste. As causas são baixo peso ao nascer, nascimento prematuro. Apesar de ser teratogênico em animais, não foi possível determinar a relação entre os níveis de chumbo e as malformações cogênitas em humanos, mas é considerado como carcinogênico.
O aumento de cálcio na dieta da gestante pode diminuir a acumulação de chumbo fetal, mas não consegue conter a redução de peso e altura.

Referência: MOREIRA, Fátima Ramos; MOREIRA, Josino Costa. Os efeitos do chumbo sobre o organismo humano e seu significado para a saúde. Rev. Panam Salud Publica. 2004; 15.

Mercúrio


Os compostos orgânicos de mercúrio podem ter efeitos adversos no feto. O metilmercúrio da mãe é transferido para a placenta e transportado para o feto, no entanto, o mercúrio inorgânico tem uma menor capacidade de atravessar a barreira placentária, sendo encontrado em maior quantidade no líquido amniótico. O mercúrio inorgânico é também transportado pelo leite materno. Estes compostos de mercúrio, principalmente os orgânicos, causam sérios danos ao feto em desenvolvimento, principalmente a nível neurológico.
A exposição pré-natal a compostos de mercúrio orgânico, principalmente após desastres industriais, leva a defeitos no desenvolvimento cerebral que eram mais intensos à medida que a exposição era mais elevada. Mulheres sem sinais clínicos de contaminação tiveram filhos com paralisia cerebral severa e microcefalia.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Cocaína na gravidez

Durante a gestação, o uso de determinados medicamentos e drogas traz riscos para a saúde da gestante e do bebê.

Alguns compostos tóxicos podem atravessarem a placenta e atingir a circulação do feto, desencadeando alguns problemas no recém nascido, como culminando deformações e déficits intelectuais.

O impacto da cocaína no utero foi avaliado a partir da medida do fluxo de sangue direcionado ao cérebro, em diferentes fases do desenvolvimento do sistema nervoso central do embrião. Os resultados divulgados demonstraram, que há uma diminuição global da chegada de sangue ao cérebro dos bebês, cujas mães fizeram uso dessa droga durante a gravidez.

A cocaína também aparece no leite materno, podendo levar à intoxicação.

Gestantes que têm dificuldades em parar de usar cocaína ou que usem a forma injetável devem ser encaminhadas para um centro de tratamento especializado, onde possam romper os ciclos de uso repetido, através de acompanhamento continuado da paciente, em grupos de auto-ajuda ou em psicoterapia de grupo ou individual. Além do acompanhamento do desenvovimento fetal através de ultrassonografia.

Varicela – risco à gestante e seu bebê


Com maior incidência na Primavera, a varicela apresenta risco à gestante e seu bebê.

Se contrair a popular catapora na gravidez, a mulher pode apresentar a forma grave da doença, além de complicações. As conseqüências para o bebê variam conforme o período em que a gestante foi infectada. A vacina é a melhor maneira de prevenir a doença em crianças, jovens e adultos. No Brasil, trabalhos científicos demonstram que 10% da população acima de 10 anos encontra-se vulnerável à varicela. Causada pelo vírus Varicela Zoster, esta doença infecciosa apresenta maior incidência na primavera. Altamente transmissível, atinge indiscriminadamente crianças, jovens e adultos, provocando lesões na pele e nas mucosas, coceira intensa, febre e dor. Os sintomas iniciais são semelhantes aos de uma virose: febre, coriza e tosse. Até que surgem pequenas manchas nas costas, peito e abdômen. As manchas se transformam em bolinhas vermelhas (pápulas), que se transformam em bolhinhas com líquido (vesículas) e, finalmente, crostas (casquinhas). Em crianças, esse processo progressivo gera de 250 a 500 lesões pelo corpo. Como não pode se imunizar durante a gestação, a futura mamãe precisa tomar a vacina até um mês antes de engravidar. Caso contrário, se contrair a varicela durante a gravidez, corre o risco de ter a forma grave da doença, que provoca de 500 a mil lesões no corpo – o dobro do tipo leve. Isto porque seu sistema imunológico está vulnerável. Pode ainda desenvolver um dos três tipos de complicação da varicela. Os mais comuns são as lesões na peles, seguidos de problemas no sistema nervoso e nas vias respiratórias. Se for ao primeiro trimestre da gravidez, a varicela pode provocar desde a má formação do feto (atingindo membros, órgãos e o cérebro) até a morte dele. Após o sexto mês, o bebê pode nascer com varicela inaparente e desenvolver herpes zoster na fase adulta ou na velhice. Esta doença causa lesões na pele, principalmente no tronco, e intensa dor. O maior problema ocorre quando a mulher apresenta os sintomas da varicela cinco dias antes do parto ou dois dias após o nascimento do bebê. Como não conseguiu desenvolver ainda anticorpos contra o vírus, ela adoece e passa o vírus em grande quantidade ao recém-nascido. No bebê, a doença é muito grave, porque seu sistema imunológico é imaturo.

Imunização A vacina contra varicela é recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela SBIm embora ainda não integre o calendário oficial de imunização. Há 12 anos, os Estados Unidos introduziram a vacina no calendário básico para reduzir os quatro milhões de casos, 11 mil internações e cem mortes por ano registrados até então. Dos óbitos, a maior parte era de crianças saudáveis até 14 anos.
No Brasil, a varicela não é uma doença de notificação compulsória, exceto quando ocorrem surtos em creches, pré-escolas, escolas e na comunidade que são notificados ao Sistema Nacional de Agravos Notificáveis (Sinan). No ano passado, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo registrou 3.408 surtos, com 18.554 casos, dos quais 56,7% em crianças de um a quatro anos e 31% na faixa de cinco a nove anos.
Como é produzida com vírus vivos atenuados (enfraquecidos), a vacina deve ser aplicada em crianças maiores de 12 meses, a exemplo do procedimento adotado com a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola). Isto porque até um ano de idade, o bebê carrega os anticorpos da mãe, que podem neutralizar o efeito da vacina. A proteção da vacina também é mais longa quando aplicada após um ano de idade. A imunização só deve ser feita antes desta idade, se houver contato do bebê com uma pessoa doente. A vacina evita a varicela quando aplicada até 72 horas após a exposição ao vírus, não só em bebê, mas também em pessoas todas as faixas etárias.

Referência: http://www.revistavigor.com.br/2007/09/26/varicela-risco-a-gestante-e-seu-bebe/