A exposição pré-natal a compostos de mercúrio orgânico, principalmente após desastres industriais, leva a defeitos no desenvolvimento cerebral que eram mais intensos à medida que a exposição era mais elevada. Mulheres sem sinais clínicos de contaminação tiveram filhos com paralisia cerebral severa e microcefalia.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Mercúrio
A exposição pré-natal a compostos de mercúrio orgânico, principalmente após desastres industriais, leva a defeitos no desenvolvimento cerebral que eram mais intensos à medida que a exposição era mais elevada. Mulheres sem sinais clínicos de contaminação tiveram filhos com paralisia cerebral severa e microcefalia.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Cocaína na gravidez
Durante a gestação, o uso de determinados medicamentos e drogas traz riscos para a saúde da gestante e do bebê.
O impacto da cocaína no utero foi avaliado a partir da medida do fluxo de sangue direcionado ao cérebro, em diferentes fases do desenvolvimento do sistema nervoso central do embrião. Os resultados divulgados demonstraram, que há uma diminuição global da chegada de sangue ao cérebro dos bebês, cujas mães fizeram uso dessa droga durante a gravidez.
A cocaína também aparece no leite materno, podendo levar à intoxicação.
Gestantes que têm dificuldades em parar de usar cocaína ou que usem a forma injetável devem ser encaminhadas para um centro de tratamento especializado, onde possam romper os ciclos de uso repetido, através de acompanhamento continuado da paciente, em grupos de auto-ajuda ou em psicoterapia de grupo ou individual. Além do acompanhamento do desenvovimento fetal através de ultrassonografia.
Varicela – risco à gestante e seu bebê
Com maior incidência na Primavera, a varicela apresenta risco à gestante e seu bebê.
Imunização A vacina contra varicela é recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela SBIm embora ainda não integre o calendário oficial de imunização. Há 12 anos, os Estados Unidos introduziram a vacina no calendário básico para reduzir os quatro milhões de casos, 11 mil internações e cem mortes por ano registrados até então. Dos óbitos, a maior parte era de crianças saudáveis até 14 anos.
No Brasil, a varicela não é uma doença de notificação compulsória, exceto quando ocorrem surtos em creches, pré-escolas, escolas e na comunidade que são notificados ao Sistema Nacional de Agravos Notificáveis (Sinan). No ano passado, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo registrou 3.408 surtos, com 18.554 casos, dos quais 56,7% em crianças de um a quatro anos e 31% na faixa de cinco a nove anos.
Como é produzida com vírus vivos atenuados (enfraquecidos), a vacina deve ser aplicada em crianças maiores de 12 meses, a exemplo do procedimento adotado com a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola). Isto porque até um ano de idade, o bebê carrega os anticorpos da mãe, que podem neutralizar o efeito da vacina. A proteção da vacina também é mais longa quando aplicada após um ano de idade. A imunização só deve ser feita antes desta idade, se houver contato do bebê com uma pessoa doente. A vacina evita a varicela quando aplicada até 72 horas após a exposição ao vírus, não só em bebê, mas também em pessoas todas as faixas etárias.
Referência: http://www.revistavigor.com.br/2007/09/26/varicela-risco-a-gestante-e-seu-bebe/
O diagnóstico da toxoplasmose na gestante e no recém-nascido
Referência: http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/1184.pdf
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Rubéola
A imunidade ativa é adquirida através da infecção natural ou por vacinação. A imunidade é duradoura após infecção natural, permanecendo por quase toda a vida após a vacinação. Filhos de mães imunes geralmente permanecem protegidos por anticorpos maternos durante os primeiros 6 a 9 meses. Tem sido relatada a ocorrência de reinfecção, em pessoas imunes através de vacinação ou infecção natural, reexpostas ao vírus; essa ocorrência é usualmente assintomática, sendo detectável apenas por métodos sorológicos. Ela é prevenida com a vacina Tríplice viral sendo eficiente em quase 100% dos casos e deve ser administrada em crianças aos 15 meses de vida. Mulheres que não tiveram a doença devem ser vacinadas antes de engravidar. A maior proporção de casos está ocorrendo faixa de idade entre 15 a 29 anos, quando as mulheres estão em idade fértil, caracterizando um risco de nascerem bebês com a Síndrome da Rubéola Congênita.
É importante que se consiga vacinar mais de 95% das mulheres, pois desta forma reduz-se a circulação do vírus. As mulheres que já tiveram filhos ou que não pretendem tê-los, recebendo a vacina não transmitirão o vírus para gestantes.
As mulheres já vacinadas ou que referem já ter tido a doença ao receberem a vacina contra a rubéola NÃO têm risco de apresentarem maiores efeitos colaterais, além disso estarão mais protegidas pois cerca de 5% das vacinadas anteriormente podem não ter desenvolvido anticorpos. A mulher grávida deverá receber a vacina somente após o parto, na própria maternidade ou em qualquer unidade de saúde. Esta vacina continuará disponível nas unidades de saúde, após a campanha para estas mulheres. Quem não teve a doença deve evitar o contato com pessoas infectadas pelo vírus da Rubéola.
Por causa de sua semelhança com várias outras enfermidades, o diagnóstico preciso de Rubéola só pode ser obtido pelo exame sorológico. Como toda vacina com vírus vivo, ela não deve ser tomada por pessoas imunodeprimidas, com doença febril ativa e grávida.
A vacinação existe devido à capacidade do vírus em atravessar a placenta e infectar o bebê, quando uma mulher grávida adquire a doença. E não só infecta como é capaz de causar a chamada Síndrome da Rubéola Congênita.
A Síndrome da rubéola congênita consiste na maioria das vezes da seguinte tríade:
1. Surdez sensório-neural – 58% dos casos
2. Anomalias oculares, especialmente catarata e microftalmia – 43%
3. Cardiopatia congênita – 50%
O aumento de casos é observado durante a primavera. Epidemias importantes têm sido observadas a cada 10 a 30 anos, enquanto epidemias menores ocorrem a cada seis a nove anos; elas ocorrem de forma cíclica, a depender do aumento de indivíduos susceptíveis. A Rubéola é de distribuição universal. A sua distribuição geográfica depende do grau de imunidade e suscetibilidade da população, além da circulação do vírus na área. A sua ocorrência é maior nas faixas etárias de 5 a 9 anos de idade. No entanto, com a introdução do uso da vacina, observa-se o deslocamento da incidência para outras faixas etárias, acometendo adolescentes e adultos.
